Eu devo de ter caído e batido com a cabeça, pois não consigo compreender. Tudo me parece tão simples. Os pais cuidam dos filhos, irmão cuida de irmão, e todos cuidam do planeta. Simples assim! Mas, no mundo da traição e da corrupção, onde o honesto é chamado de babaca, o maior come o menor. No planeta existem dois tipos de pessoas: o humano e o animal intelectual. Só porque temos a capacidade de raciocinar não quer dizer que haja humanidade nisso. Da mesma forma só porque alguém leu muitos livros e os sita vez ou outra para chamar a atenção do animal intelectual, não quer dizer que ele seja inteligente. Na maioria dos casos significa apenas que possui boa memória. O animal racional é um ser de razão e de memória. Já o humano é um ser de razão que pensa a si mesmo e sua integração planetária. O humano sabe que se ele destruir o planeta, o planeta o destruirá também. Dessa integração com o todo surge o humano que se vê como um ser de razão e também de emocão. No entanto, a grande maioria das pessoas se encontra na fase do animal intelectual, que por não ter um olhar humano sobre a vida, usa o outro como objeto para sua sobrevivência, reduzindo-o a uma “coisa”. E uma coisa não possui alma, não possui sentimentos e por isso não sente dor e não sofre. Coisa é coisa! Esse é o animal intelectual chamado homem. Por outro lado, o humano, por ter inteligência emocional, sente o que o outro está sentindo e, ao sentir, compreende o sofrimento alheio. Compreende a dor do outro. E dessa compreensão surge uma ética verdadeira, uma ética da felicidade. O resto é legalização do mal feito pelo animal intelectual desprovido de sentimentos, visando somente a um fim, o lucro. Uma razão que diz: mata, contanto que dê lucro. Ok, estão matando nosso planeta e matando animais em laboratórios a curto e a longo prazo. Mas, em uma ética da felicidade, a pergunta que cabe é: quem consegue ser feliz usando produtos testados em animais? Que tipo de pessoa é essa? Produtos testados nos olhos de nossos irmãos menores, parafraseando São Francisco de Assis, para ver se em nós não causa, por exemplo, alergia. Já imaginaram, se uma pessoa por ter uma racionalidade maior do que a nossa, ou, por ser simplesmente maior, usasse nossos olhos para teste. Cruel hem?! Mas, como pimenta nos olhos dos outros é colírio... O problema não são os nossos irmãos menores e nem o ser humano. O problema é o animal intelectual, onde a luz do coração não foi acesa e, sem iluminação, destruiu o planeta. O problema já não é mais o que fazer com o que nos tornamos, mas sim o que fazer com quem não se tornou humano. O que fazer com o não ser? Mas, primeiro temos que saber quem é o animal.13/09/2015
ÉTICA ANIMAL
Eu devo de ter caído e batido com a cabeça, pois não consigo compreender. Tudo me parece tão simples. Os pais cuidam dos filhos, irmão cuida de irmão, e todos cuidam do planeta. Simples assim! Mas, no mundo da traição e da corrupção, onde o honesto é chamado de babaca, o maior come o menor. No planeta existem dois tipos de pessoas: o humano e o animal intelectual. Só porque temos a capacidade de raciocinar não quer dizer que haja humanidade nisso. Da mesma forma só porque alguém leu muitos livros e os sita vez ou outra para chamar a atenção do animal intelectual, não quer dizer que ele seja inteligente. Na maioria dos casos significa apenas que possui boa memória. O animal racional é um ser de razão e de memória. Já o humano é um ser de razão que pensa a si mesmo e sua integração planetária. O humano sabe que se ele destruir o planeta, o planeta o destruirá também. Dessa integração com o todo surge o humano que se vê como um ser de razão e também de emocão. No entanto, a grande maioria das pessoas se encontra na fase do animal intelectual, que por não ter um olhar humano sobre a vida, usa o outro como objeto para sua sobrevivência, reduzindo-o a uma “coisa”. E uma coisa não possui alma, não possui sentimentos e por isso não sente dor e não sofre. Coisa é coisa! Esse é o animal intelectual chamado homem. Por outro lado, o humano, por ter inteligência emocional, sente o que o outro está sentindo e, ao sentir, compreende o sofrimento alheio. Compreende a dor do outro. E dessa compreensão surge uma ética verdadeira, uma ética da felicidade. O resto é legalização do mal feito pelo animal intelectual desprovido de sentimentos, visando somente a um fim, o lucro. Uma razão que diz: mata, contanto que dê lucro. Ok, estão matando nosso planeta e matando animais em laboratórios a curto e a longo prazo. Mas, em uma ética da felicidade, a pergunta que cabe é: quem consegue ser feliz usando produtos testados em animais? Que tipo de pessoa é essa? Produtos testados nos olhos de nossos irmãos menores, parafraseando São Francisco de Assis, para ver se em nós não causa, por exemplo, alergia. Já imaginaram, se uma pessoa por ter uma racionalidade maior do que a nossa, ou, por ser simplesmente maior, usasse nossos olhos para teste. Cruel hem?! Mas, como pimenta nos olhos dos outros é colírio... O problema não são os nossos irmãos menores e nem o ser humano. O problema é o animal intelectual, onde a luz do coração não foi acesa e, sem iluminação, destruiu o planeta. O problema já não é mais o que fazer com o que nos tornamos, mas sim o que fazer com quem não se tornou humano. O que fazer com o não ser? Mas, primeiro temos que saber quem é o animal.15/03/2015
GÊNIO INDOMÁVEL

A PERDA DA INOCÊNCIA ORIGINAL
A
menina que corria serelepe atrás dos sonhos hoje já não corre mais. O fôlego
primeiro e motriz da energia original e força vital, quando é perdido, causa
desencantamento. A vitalidade se esvai e perde a característica suavidade da
inocência. Muitas vezes, a beleza da visão original perde seu sentido quando
descobrimos que as coisas não são como imaginávamos que fossem originalmente.
Perdido o encantamento, perdemos a força motriz. Assim é o amor, ele não se
justifica e nem se explica. Ama porque ama! Não ama porque é belo, não ama
porque é alegre, não ama porque é alto ou porque é baixo. Não ama porque é
homem ou porque é mulher, simplesmente ama! Quem ama vê um quê de encantamento
e se delicia com isso. Passando a sentir uma força vital a vida, até o dia em
que o encantamento se esvai. E a inocência é substituída pela violência da
perda. E a menina segue o seu caminho...CAMINHOS E DESCAMINHOS
O segredo da nossa amizade, lembro ainda, estava na caminhada
tranquila lado a lado, na liberdade de expressão e no olhar sereno. Tudo o que
queríamos era viver o momento, não havia passado e nem expectativa de futuro. O
presente era toda realidade que tínhamos, e a vida era vivida um dia após o
outro, certos de que tudo estava em seu lugar. Uns ensinando e outros
aprendendo, e tudo fluía. Enquanto um falava o outro escutava, e o conhecimento
era absorvido em sua plenitude, e a descoberta da vida boa era fonte de
felicidade! Mas, como a vida não é feita só de caminhos, excluídos e injuriados
encontram-se a margem do caminho, e só podem ser resgatados por quem um dia
conheceu a vida boa e agora conhece os descaminhos que compõe os dois lados da
moeda. Conhecer somente a tese, neste caso, o segredo da nossa amizade,
constitui 50% do todo. Não é possível fazer uma síntese sem o conhecimento do
outro lado da verdade, assim reza a dialética platônica. Somente desta forma
uma nova ordem pode ser estabelecida, sem injuriados e excluídos, com ética,
respeito pelas diferenças e clareza dos limites, diálogo franco. Uma construção
de um novo altar onde todos possam rezar indiscriminadamente, um ao lado do
outro. Esta é a minha teologia, mesmo que distante da academia. E assim se tem
o ideal, o caminho e o descaminho. O ideal talvez seja uma utopia, mas ainda
assim uma luz que nos guia. A vida boa um parâmetro de medida. E o descaminho é
quando o ideal e a vida boa não encontram mais seus caminhos. Desta forma o
projeto de vida é perfeito, porque ele inclui o descaminho para testar se
estamos prontos para uma nova caminhada, ou, se ainda permanecemos na infância
do tempo, onde tudo começo como um ideal. Cai no descaminho quem não consegue
encontrar o caminho para seus ideais.A NUDEZ DO PENSAMENTO
Aceitar o pensamento do outro como algo belo, é
ter um olhar de uma inocência original. É acolher o outro como a criança que
quer brincar e acolhe a criançada ao seu redor. Isso é lindo! Expor o
pensamento é desnudar-se. É como a bela mulher que
se despe de suas vestes e deixa-se ver nua. Quem está preparado para tal
ousadia, acolhe o outro e não se incomoda com sua nudez, não impõe regras ao
pensamento e muito menos limites. Quem está preparado para acolher o outro não
se veste com as roupas da moralidade, e nem impõe limites para aquilo que pode
ser pensado ou expressado. Despir-se é para ousadas criaturas que fazem a
diferença em suas casas, bairros, cidades... Despir-se é ser amado e adiado.
Amado por aqueles que conseguem ver a liberdade de expressão. Odiado por quem
se choca com a ousadia...05/06/2014
UM OLHAR SOBRE A PSICANÁLISE
A medicina, no século passado, saiu das catacumbas onde eram dissecados cadáveres para estudo, apoiada por almas sofridas e carentes de um alívio para a dor e o sofrimento causado por doenças, ferimentos de guerra, epidemias etc. Humildes depositários da esperança de uma cura para seus males. O corpo passou, a partir de Descartes, a ser tratado como uma máquina desprovida de alma e sentimentos. E com isso, “loucos”, prostitutas, excluídos do meio social e pessoas que não se ajustavam a moral daquela época, eram enclausurados em hospícios e tratados como doentes mentais. Uma separação entre corpo e mente onde se procurava tão somente a cura para os males do corpo. Francamente, é difícil dizer qual loucura foi maior, se a cura da loucura ou a loucura da cura. Com relação à depressão, talvez estejamos ainda com a mesma dificuldade que os medievais. Parece que nos dias de hoje, todos viraram depressivos. Quem ainda não tomou remédio para esse mal? Cuidado, pois corremos o risco de nos tornar uma sociedade de dependentes químicos, seja pelo uso de drogas alucinógenas, ou, pelo consumo indiscriminado de medicamentos para regular o humor. Se no passado colocavam em manicômios “loucos”, prostitutas e desajustados sociais, nos dias atuais, a confusão foi apenas repaginada, ainda permanece a dificuldade em determinar quem realmente tem necessidade de química para regular seu humor, e quem está apenas triste. Mas no mundo do artificial, a alegria também tende a se tornar igualmente artificial, movida por drogas, bebidas alcoólicas e antidepressivos. Para piorar a situação, existem casos de mentes perturbadas e com ruptura total da realidade. São eles psicóticos, esquizofrênicos etc.. Por sorte, se é que há alguma, psicóticos são mais raros de serem encontrados. Alguns neurocientistas reduzem tudo a conexão neuronal ou sinapse, embora nem todos concordem com esse reducionismo que pouco tem contribuído, afinal, somos mais do que um cérebro. Somos seres dotados de psiquê, sofremos e sentimos dor. A dor da alma!
Os medievais consideravam o homem a imagem e semelhança de Deus (Teocentrismo) e, em Protágoras de Abdera (Abdera, 480 a.C. a 410 a.C.), o homem era considerado a medida de todas as coisas. Esse axioma foi reutilizado no século XVI d. C., onde o homem era considerado o centro do universo (antropocentrismo). Os avanços da ciência com as descoberta de Nicolau Copérnico (1473-1543) e Galileu (1564- 1642) contribuíram para o desenvolvimento da ciência ao descobrir que a terra não estava no centro do universo (Geocentrismo). Mais tarde, Johannes Kepler (1571-1630) e Isaac Newton (1642-1727), anunciaram leis de gravitação. Com o fim do Antropocentrismo e Geocentrismo, surge Charles Darwin (1809-1882) com seus estudos sobre a evolução das espécies. O homem descende de primatas, e por isso não é a imagem e semelhança de Deus, assim caiu por terra o Teocentrismo.
Em 1856, nasceu Sigmund Freud, e com ele teve origem uma nova visão de ser humano. Segundo Freud, o ser humano possui um inconsciente onde estão contidas nossas frustrações, medos, angústias, emoções aprisionadas que ainda não foram trazidas a luz da consciência. Para Freud o inconsciente governa nossa respiração, digestão e batidas do coração. Segundo Freud não somos senhores de nós mesmos, não nos autoafirmamos na consciência, mas sim naquilo que é inconsciente. Sem falar, que a civilização exige sacrifícios. A civilização é o que diferencia o homem dos animais. Ele afirma que o homem valoriza mais o que o outro tem e menos o que realmente é importante em sua vida, e assim vive o homem em busca de riqueza, poder e sucesso. Já a cultura causa um mal estar nos homens, e este paga o preço da renúncia da satisfação pulsional. Freud também afirma que a religião é uma busca por amparo.
Olhando uma cena comum em um parque, é possível ver crianças que se lançam do alto de brinquedos nos braços de seus pais. A certeza do amparo e da mão firme e da confiança em seu pai dá a segurança para a criança. E assim ela se lança confiante, e o braço forte do pai a ampara. No entanto, nem todos receberam o amparo necessário na infância para se tornarem adultos seguros de suas decisões. O desamparo pode gerar insegurança pela vida a fora. Não foram todos que tiveram o braço firme e o olhar amoroso que dá a segurança de sermos amados, ou uma estrutura familiar e os cuidados da mãe. Quantos não tiveram isso?! Pelo contrário, tiveram o olhar de quem sabia que a punição viria. Quantos cresceram sem amparo. E a insegurança hoje toma conta de pessoas que nem se deram de conta do seu desamparo. A fragilidade humana começa quando nascemos, pois o nenê necessita ser amparado e ser cuidado. E com isso começa a dependência na formação de cada pessoa. Portanto, a posição natural do ser humano é de desamparo, e precisa do amparo para sobreviver. Precisa do cuidado do outro. Para Nietzsche (1844-1900), o homem é uma corda estendida entre o animal e o super-homem, uma corda sobre o abismo. O caminho do homem passa pelo abismo! Isso nos diz que o caminho é inseguro e perigoso. Nietzsche anuncia a morte de Deus, e assim o homem fica desamparado até mesmo daquilo que lhe é sagrado, Deus. Para Freud, é no desamparo que as religiões encontram seu lugar. Um porto seguro, uma mão invisível, uma moral que garanta estar fazendo a coisa certa, uma fé, uma crença em algo, uma certeza mesmo que ilusória, um pai protetor.
A vida psíquica é constituída pelo id, super ego e ego. O id é o que está no insciente de uma pessoa. São os instintos, desejos, impulsos e libido. O id é a estrutura de pensamento original e básica. As leis da lógica não se aplicam ao id, por isso estão contidos nele os impulsos irracionais que não estão a luz da consciência. Se o id é aquilo que está no inconsciente, o ego é o que está em contato com a realidade externa, é uma parte do id que se desenvolveu ao entrar em contado com a realidade e por isso se tornou aparente. Uma das funções do ego é estabelecer uma conexão entre a percepção sensorial e a ação muscular. Os acontecimentos internos pertencem ao id, mas cabe ao ego satisfazer os instintos ou suprimi-los. O ego é a parte executiva da consciência. O ego é quem dá vazão aos impulsos oriundos do id, e assim o ego se origina do id e o superego se origina do ego. É o superego quem a partir da moral, tradição, costumes, religião etc., emite um julgamento, ideais e metas. O superego é que decide o que está certo ou errado. A infância e o conceito de infantil, sempre estiveram presentes na obra de Freud. A infância é um período de tempo na vida de uma pessoa, já o infantil é atemporal. A psicanálise valoriza não somente as recordações da infância, mas também a infância esquecida. O infantil remete ao conceito de recalque, pulsão e inconsciente. Em linhas gerais, a meta fundamental da psique é maximizar o prazer e minimizar o desprazer, retendo ou trazendo a consciência dados do inconsciente. Freud, desde o início de sua carreira, desenvolveu um determinismo que o levou a encontrar a causa das neuroses. Para tanto, passou toda sua vida debruçada sobre a alma dos neuróticos. E assim, a psicanálise, tem sido, desde então, uma busca pelas causas ulteriores para o comportamento e angústia do ser humano, uma busca por compreender a si mesmo e o outro, e com isso adquirir um equilíbrio psíquico.
26/05/2014
QUEM SOU EU
A vida é uma obra de arte inacabada. Fui embora e deixei tanta
coisa para fazer... Na arte estava o meu ser e não em um conceito limitado. A
arte, fechada em um conceito, limita a criatividade. Provoquei amor e ódio
porque a arte afeta e penetra. Não tive controle sobre minha arte porque a
criatividade é incontrolável, tão pouco tive controle sobre minha obra, afinal,
minha obra comporta muito mais do que aquilo que eu quis dizer. Agora que não
sou mais, só peço que façam justiça com a minha arte e se coloquem no meu lugar
para tentar compreender um pouco do que eu fui. Isso é justo, colocar-se no
lugar do outro. Talvez, e somente talvez, a maior de minhas obras seja aprender
a morrer para poder viver. Esse é o sentido da transfiguração. O artista é aquele
que cria e recria sua arte. E, quem sabe, a maior de todas as artes esteja em
criar a si mesmo, porque a arte nos faz ressurgir como seres que no
encantamento afetam uns aos outros, e uma vez afetado, traz a superfície da
vida aquilo que estava antes no inconsciente. Compreender a arte é compreender
a si mesmo, é compreender a vida que pulsa em cada ser. E assim eu vivi... Quem
sou eu? O artista, o artesão, o criador que está implícito na obra de arte.
Pela obra vê-se o criador. Quem sou eu?, o criador ou a criatura que revela o
criador?!
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